"Ao tomar uma decisão de menor importância, eu descobri que é sempre vantajoso considerar todos os prós e contras. Em assuntos vitais, no entanto, tais como a escolha de um companheiro ou profissão, a decisão deve vir do inconsciente, de algum lugar dentro de nós. Nas decisões importantes da vida pessoal, devemos ser governados, penso eu, pelas profundas necessidades íntimas da nossa natureza."
(Sigmund Freud)

Com a experiência desde 1999 na área jurídica, onde iniciei meus estudos em Ciências Jurídicas e Direito, ao qual conclui meu Bacharelado em 2003 e atuo desde então, somados ao minha formação em Psicanálise e meu Bacharelado em PSICOLOGIA em 2019, venho prestar os serviços de Assistência Judiciária em Avaliação Psicológica. Mas qual seria esse serviço prestado, a quem ele se destina? Sendo assim, vou esclarecer:

Freud com sua genialidade transformou a "hipnose catártica" de sua época em "associação livre" que foi revolucionária à época de sua criação..

"A psicanálise nos mostrou que as atitudes emocionais dos indivíduos para com outras pessoas que são de tão extrema importância para seu comportamento posterior, já estão estabelecidas numa idade surpreendentemente precoce. A natureza e a qualidade das relações da criança com as pessoas do seu próprio sexo e do sexo oposto, já foi firmada nos primeiros seis anos de sua vida. Ela pode posteriormente desenvolvê-las e transformá-las em certas direções mas não pode mais livrar-se delas. As pessoas a quem se acha assim ligada são os pais e irmãos e irmãs. Todos que vem a conhecer mais tarde tornam-se figuras substitutas desses primeiros objetos de seus sentimentos. (Deveríamos talvez acrescentar aos pais algumas outras pessoas como babás, que dela cuidaram na infância.) Essas figuras substitutas podem classificar-se, do ponto de vista da criança, segundo provenham do que chamamos as ‘imagos’, do pai, da mãe, dos irmãos e das irmãs, e assim por diante. Seus relacionamentos posteriores são assim obrigados a arcar com uma espécie de herança emocional, defrontam-se com simpatias e antipatias para cuja produção esses próprios relacionamentos pouco contribuíram. Todas as escolhas posteriores de amizade e amor seguem a base das lembranças deixadas por esses primeiros protótipos." (Freud em "Algumas Reflexões sobre a Psicologia Escolar", 1914)

Tenho atendido muitos adultos que não tiveram o diagnóstico na infância e adolescência e descobrem tardiamente o diagnóstico de Autismo(TEA).

 

Ocorre que alguns deles eram considerados pessoas tímidas, excêntricas, esquisitas ou mesmo com outros diagnósticos psicológicos, como Fobia Social, Transtornos de Personalidade ou Esquizofrenia. Algumas delas sofreram bullying na infância ou adolescência ou tiveram algumas dificuldades de adaptação nessas fases e passaram por profissionais que não levantaram a hipótese de um TEA.

 

A verdade é que poucos profissionais no Brasil têm experiência com diagnóstico em adultos com autismo/TEA. E obviamente não se diagnostica algo que não se conhece. O adulto com TEA sempre foi deixado a um segundo plano. Entretanto, as crianças crescem. E ter um diagnóstico adequado é importante para que possam procurar orientações e mesmo tratamento adequado. Digo tratamento, pois por mais que muitos desses adultos se casem, façam faculdade, mestrado, tenham filhos, eles sofrem. Sim. Sofrem muito. Pois não se encaixam em um mundo que nos exige um padrão.

 

Frequentemente, ter esse diagnóstico, ainda que tardiamente é um alívio muito grande. Abre possibilidades, explica o que não era explicável, mostra que o que antes era dito “estranho, esquisito”, é uma condição reconhecida pela medicina e demais áreas e que há possibilidades sim de obter ajuda, engajar-se em um tratamento, ou simplesmente entender o porquê era tão diferente. Só o fato de entender essa diferença ja quebra barreiras, alivia a dor, a angústia e o sofrimento.

 

Na dúvida, procure um bom profissional com experiência na área. O diagnóstico ainda que tardio pode te oferecer muitas possibilidades! .

Você sabia que a baixa autoestima pode ter muitos motivos ocultados em nossa mente inconsciente nas quais muitas vezes nem temos conhecimento?

A autossabotagem — ou auto boicote — é um processo inconsciente que coloca a pessoa contra seus próprios impulsos e pensamentos. A partir disso, a pessoa adquire comportamentos para se punir e não chegar ao sucesso esperado ou conquistar algo pelo qual tanto lutou.
 
Esses comportamentos podem ser causados por vários fatores, um deles está ligado à infância. É nessa fase que nos relacionamos com nosso núcleo familiar e adquirimos referências para construir nossa própria base.
 
Nessa relação podem ocorrer traumas na infância, sentimentos proibidos pelos pais e anseios não expressos e que ao longo do tempo vão sendo vivenciados e que carregamos até a fase adulta, podendo ser positivos e/ou negativos.
 
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Big Brother Brasil 2021 está escancarando a geração atual, a qual chamamos de “geração floco de neve”. A geração em que tudo é ofensa, persecutoriedade e paranóia. Não se tolera a diferença, não existe brincadeira, quer ser no sarcasmo, quer seja por ato falho de linguagem ou qualquer outra maneira. Hoje, vivemos com a sensação de medo e sentindo uma ameaçada constante, em um vitimismo exacerbado onde pede-se desculpas por existir.

 

Aquela sociedade em que seu bem-estar é responsabilidade do outro - já que a função dele é lhe servir e cuidar. Todo desconforto é um trauma, qualquer sopro despedaça o ego, experimentando uma permanente fuga da realidade. Donos da razão em um mundo rígido de supostas verdades absolutas. Um apocalipse imaginário, onde é preciso atacar para se defender do inimigo, cujo grande crime foi pensar diferente. A necessidade de aprovação a todo vapor, criando personagens que se confundem com a identidade. A crença de que é possível viver um eterno princípio de prazer, onde não existe a falta ou a insatisfação. Acreditar em uma vida idealizada de zero defeitos e fadas sensatas. Um discurso de desconstrução. Mas afinal, o que eles estão construindo mesmo?

 

Já dizia um provérbio que tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos - e homens fracos criam tempos difíceis. E nossa vida nunca foi tão fácil: tudo está na palma da mão. A informação, o conhecimento, as relações, a comida, as compras, o transporte, o mundo – ali, em alguns cliques. Sim, a vida melhorou muito, mas nem tudo que faz sentir bem, faz bem.

 

Jamais podemos deixar de considerar que FALAR O QUE SENTE E EXPRESSAR SUAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS é o ideal a fazer em qualquer situação em nossas vidas, pois, só assim seremos compreendidos. Contudoninguém mágoa ninguém, pessoas se magoam sozinhas dentro de sua própria subjetividade. Se algo que alguém faz ou fala me causa algum sofrimento é o momento em que minha subjetividade diz que preciso superar essa dor.

 

Estamos gerando, com toda essa facilidade, a geração frágil, cujo sintoma principal é a intolerância à frustração - exatamente pela facilidade que não permite conviver com ela. Uma geração que não sabe esperar, porque tudo é rápido. Que não sabe ser contrariada, porque tudo pode. Que não consegue colher, porque não aguenta o processo do plantar.

 

Oportuno se torna mencionar sobre a ciência da vitimologia, que é o estudo da vítima no que se refere à sua personalidade, quer do ponto de vista biológico, psicológico e social (biopsicossocial), quer o de sua proteção social e jurídica, bem como dos meios de vitimização, sua interrelação com o vitimizador e aspectos interdisciplinares e comparativos.

 

Citamos no início do texto sobre GERAÇÃO FLOCO DE NEVE, sendo assim, (do inglês Snowflake Generation) é uma expressão usada para caracterizar os jovens adultos da década de 2010 como sendo mais propensas a se ofenderem e menos resistentes do que as gerações anteriores, ou como sendo emocionalmente muito vulneráveis para lidar com pontos de vista discordantes dos seus. A expressão provavelmente se originou nos Estados Unidos e entrou em uso mais amplo no Reino Unido em 2016.

 

E essas pessoas não são só os participantes do Big Brother Brasil 2021. São nossos governantes, empresários, professores, funcionários. Nossos amigos, familiares, talvez até nossos filhos. Vivemos em sociedade, dependemos uns dos outros e o outro nos impacta. No fim, somos um grande Big Brother Brasil.

 

E você? O quanto você está fortalecido para os tempos difíceis que estão por vir, criados por essa geração frágil? Como irá se preparar para o caos?

 

PORTANTO, precisamos ter responsabilidade emocional e ter empatia, cuidado com o sentimento alheio e saber se colocar no lugar do outro. A autorresponsabilidade emocional, é assumir as nossas emoções sem colocar a culpa no outro, é entender que o outro fez algo que te magoou deve ser resolvido diretamente com ele, com maturidade e responsabilidade de maneira restaurativa e cívica, aprendendo a lidar com a sua mágoa e com o seu sentimento, sem culpar o outro.

 

livro HIPNOSE NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Um estudo de 2017 da Universidade Cornell (EUA) aponta que as taxas de suicídio são 60% maiores entre pessoas que recebem um diagnóstico de câncer. Esse número bate na casa dos 300% se o câncer foi diagnosticado no pulmão. Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram um banco de dados com informações de mais de 03 milhões de pacientes ao longo de quatro décadas. O que causa espécie com as informações do estudo é que 50% dos indivíduos com câncer de pulmão que se suicidaram poderiam melhorar com tratamentos.

 

Quais emoções o diagnóstico suscita na pessoa?

 

Medo - De fato, é assustador descobrir um câncer. A doença pode levar à morte, e o seu tratamento é conhecido por não ser fácil. Por isso, muitos pacientes têm medo de sentir dor, tanto por causa da doença como por conta dos procedimentos. Ainda, é comum a preocupação com a morte, com os custos do tratamento e as consequências que isso pode ter na saúde e aparência física. Pacientes com câncer também sofrem com medo do que pode acontecer com seus familiares e pessoas queridas. Alguns desses medos são baseados em histórias que ouviram ou até em informações erradas. Por isso, para ajudar a diminuir esse sentimento, o ideal é se manter sempre bem informado sobre o tratamento. Quando alguém sabe o que esperar, a tendência é que o medo e a preocupação diminuam.

 

Ansiedade - Antes e depois do tratamento, é normal se sentir ansioso com as mudanças. Pacientes que estão em quadro de ansiedade geralmente sentem dores de cabeça, comem exageradamente ou muito pouco, têm náuseas, dificuldade de concentração e taquicardia. Esse estresse pode prejudicar o tratamento, por isso, nessas situações, o ideal é conversar com a equipe médica para receber as orientações necessárias.

 

Depressão - Pessoas com câncer se sentem tristes — elas estão passando por um momento de grandes perdas, tanto de saúde quanto de estilo de vida. Essa é uma resposta normal a doenças graves, mas casos extremos podem levar à depressão. Esse quadro pode fazer com que o paciente pense em desistir do tratamento ou considere o suicídio.

 

Ideação suicida - O suicídio é mais comum em pacientes com doenças mentais, mas estudos indicam que enfermidades físicas também são fatores de risco, especialmente quando se trata de doenças graves, como é o caso do câncer. Por isso, suicídio e câncer podem estar diretamente relacionados. O risco de atentar contra a própria vida aumenta em pacientes oncológicos porque eles precisam lidar com sofrimento severo e questões como a própria finitude. Em alguns casos, o paciente pode também encarar o suicídio como uma escolha racional diante de uma doença associada ao sofrimento. A ideação suicida pode, ainda, ser agravada pelo histórico de doença mental, nível de dor, limitações físicas e funcionais e recidiva do câncer — que ocorre quando o tumor reaparece após um período de remissão.

 

Lidar com a saúde mental na luta contra o câncer pode ser desafiador. Sentimentos negativos são comuns em casos de doenças graves, mas é preciso estar atento aos sinais de que essas emoções podem significar algo mais grave, como a depressão e os pensamentos suicidas.

 

Veja alguns sintomas que podem indicar a necessidade de um tratamento voltado à saúde mental:

  • dificuldade para comer;
  • problemas para dormir;
  • pensamentos suicidas;
  • tentativas de automutilação;
  • tristeza ininterrupta;
  • perda de energia;
  • dificuldade de concentração;
  • incapacidade de tomar decisões;
  • sentimento de culpa ou perda de esperança.

 

 

Em casos mais leves, a depressão pode ser tratada em consultório de PSICOLOGIA, como visitas periódicas do paciente ao especialista, quando receberá orientações e será avaliado por uma equipe multidisciplinar. Em casos extremos, a internação é o mais indicado para tratar a depressão. Ela garante que o paciente fará o tratamento completo, de acordo com as medidas terapêuticas escolhidas, com foco total na sua recuperação.Nesse caso, a escolha do hospital é crucial para o sucesso do tratamento. O ambiente favorável à recuperação é importante para o processo de reabilitação mental, pois possibilita segurança emocional e física e promove o afastamento de ambientes que possam trazer ainda mais gatilhos para o paciente que sofre com possibilidade de suicídio e câncer.

 

livro HIPNOSE NO TRATAMENTO DO CÂNCER

A manifestação psicossomática do paciente é como se fosse um pedido de socorro, um pedido de atenção da alma e da psiquê.

 

O sujeito que demonstra inúmeras dificuldades em expressar suas angústias, e dores emocionais, onde o silêncio de sua fala acaba sobrecarregando o seu corpo, no caso, a formação de um câncer.

 

A experiência que o sujeito tem com a doença oncológica é uma ruptura na vida das pessoas e pode trazer inúmeros questionamentos. O tempo passa a correr diferente. Os dias seguintes após o diagnóstico se tornam de outro tamanho. O sujeito inicia um processo de volta aos significantes pelos quais fez sua trajetória.

 

Sempre se buscou descobrir uma causa para o câncer. “Por que isso aconteceu?” A maioria dos médicos defende uma causa fisiológica, portanto, se escuta falar em “células não bem formadas que se reproduzem de forma irregular”, consequência de processos de mutação celular. Há quem defenda que lutos, traumas, perdas, depressão possam originar um câncer, ou até mesmo “fazer um câncer” e as pessoas são estimuladas a acreditar que elas adoecem porque desejam adoecer.

 

Em psicanálise, o corpo, com todas suas representações, se diferencia do organismo, pois não funciona de forma cartesiana como afirmam os anátomo-patologistas, e muito menos como um sistema de causa-efeito. As doenças em geral e também o câncer, ao longo da história e nos diferentes espaços e temporalidades, foram ganhando muitos significados e significantes.

 

Tudo acontece dentro do nosso corpo, que sempre foi alvo de sintomas e manifestou o sofrimento psíquico dos sujeitos.

 

Freud, através do estudo da histeria, percebeu que, ao contrário do que a medicina ensinava, o corpo é portador de um saber e a lógica do seu funcionamento pode ir além de uma estrutura puramente orgânica, pois sua estrutura também é simbólica. Inaugura-se uma diferença abissal no modo como a psicanálise e a medicina direcionam seu olhar sobre o corpo. A medicina visa tratar a doença orgânica, mas o corpo se compõe de psique e soma e não coincide com o organismo.

 

O câncer tornou-se uma simbologia da morte e do mal. Um mosaico de representações em que a culpa, o castigo moral, a ira de Deus, a poluição, a alimentação ou até mesmo a região servem para tentar circunscrever a causa da enfermidade.

 

Nascida com Hipócrates, a medicina psicossomática concerne simultaneamente ao corpo e ao espírito e, mais especificamente, à relação direta entre soma e psiquê. Descreve a maneira como as doenças orgânicas são provocadas por conflitos psíquicos, em geral inconscientes.

 

É sabido que em psicossomática não se pode generalizar. A escuta da subjetividade de cada sujeito proporciona essa diferença. Cada paciente dará uma proporção e um significado que são individuais, cada paciente irá elaborar e conduzir suas questões à sua maneira. Em cada caso, significantes, nomes, datas, diferentes.

 

POR ISSO NO MEU LIVRO HIPNOSE NO TRATAMENTO DO CÂNCER, busca explicar que o uso da ferramenta psíquica do estado hipnótico é eficiente para o auxílio do tratamento do câncer.

 

 

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