A rotina diária de nossas ações, tende a antecipar sempre a cada ato, uma consciência super egoica em todos os momentos de nossas vidas.
Na verdade, antes de estabelecermos o verdadeiro valor de nossos desejos e planos, nos surpreendemos estabelecendo limites que supostamente possam ser cobrados pela conjuntura da sócio-cultura que vivemos.
Assim, temos uma tendência absolutamente automática, a nos auto-censurar antes mesmo de projetar a execução de atos que uma vez executados nos dariam muito prazer e satisfação pessoal.
Existe uma gama de fatores que influenciam nessa dita consciência censurante que limita nossas ações mais simples e que não estejam comprometidas com os padrões ditos convencionais ou convencionados.
Assim, as vezes (digamos até muitas vezes), deixamos de fazer ou realizar aquilo que desejamos e que provavelmente nos fariam usufruir de momento absolutamente prazerosos.
A psicanálise lacaniana, ao abordar os 3 registros (Real, Simbólico e Imaginário) nos ajuda nesse raciocínio absolutamente contemporâneo.
Mas, como poderíamos estabelecer uma avaliação entre o certo e o errado, o decente e o indecente, o moral e o imoral, ou ainda o ético e o anti-ético.
Não farei uma dissertação estabelecendo as diferenças entre as nuances de ética, me referindo a Platão e Sócrates e fazendo as respectivas citações.
Mas em se tratando de felicidade (aquela que absoluta que só vemos pela tela do cinema, sem restrições ou censura e que normalmente não nos concederíamos em hipótese alguma), acho que todos nós somos platônicos.
E se somos, obrigatoriamente temos que creditar a irrealidade desses atos, à nossa consciência que cruelmente nos tira da tela ou da ribalta e nos remete a realidade crua de uma vida cheia de limites e responsabilidades(??). (André Lacerda - Psicanalista)

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